Ciência, Cerrado e representatividade: a trajetória da professora Moemmy Moraes no ICB
A professora Moemmy Gomes de Moraes, do Departamento de Botânica do Instituto de Ciências Biológicas (ICB/UFG), construiu uma trajetória dedicada à pesquisa científica, à docência e ao estudo das plantas do Cerrado. Formada no próprio instituto, ela atua na área de fisiologia vegetal e investiga como as plantas respondem às mudanças ambientais.
O interesse pela biologia surgiu ainda na juventude, impulsionado pela curiosidade pelas ciências naturais. Durante a graduação em Ciências Biológicas no ICB, o contato com laboratórios e grupos de estudo despertou o interesse pela pesquisa científica e pela botânica.
A participação em atividades de pesquisa e estágios acadêmicos acabou sendo decisiva para definir seu caminho profissional. Com o passar do tempo, o ambiente universitário se tornou não apenas um espaço de formação, mas também de identificação pessoal e científica.
“Eu me identifiquei muito com o ambiente da universidade”, lembra a professora ao falar sobre o período em que decidiu seguir a carreira acadêmica.
Após concluir a graduação, Moemmy seguiu para o mestrado na Universidade Federal de Lavras e posteriormente para o doutorado na Universidade de São Paulo, aprofundando seus estudos em bioquímica vegetal e em plantas nativas do Cerrado — bioma que permanece no centro de suas pesquisas.
A carreira docente começou fora de Goiás, com experiências na Universidade Federal de Ouro Preto e na Universidade Federal Fluminense. Em 2008, após aprovação em concurso público, retornou à Universidade Federal de Goiás para integrar o corpo docente do ICB.
Atualmente, suas pesquisas se concentram no estudo dos carboidratos produzidos pelas plantas e nos efeitos do déficit hídrico em espécies agrícolas e vegetais. Esses estudos ajudam a compreender como as plantas respondem a situações de seca, um tema cada vez mais relevante diante das mudanças climáticas.
Segundo a professora, compreender esses processos é essencial para o futuro da produção de alimentos e da conservação ambiental.
“Com as alterações climáticas e períodos de seca mais severos, é muito importante compreender como as plantas se comportam nessas situações”, destaca.
Além da pesquisa, Moemmy também participa de iniciativas voltadas à promoção da equidade na ciência, como a Brazilian Network of Women in Plant Science, uma rede que busca dar visibilidade às mulheres que atuam na pesquisa em fisiologia vegetal.
Entre aulas, laboratórios e projetos científicos, sua trajetória reforça o papel da universidade pública como espaço de produção de conhecimento e de formação de novas gerações de cientistas.
