ICB participa do Projeto Rondon e amplia formação social de estudantes da UFG
Professores do Instituto de Ciências Biológicas coordenam ações de extensão que levam estudantes a diferentes regiões do país e promovem troca de conhecimentos com comunidades.
O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal de Goiás (UFG) tem ampliado sua atuação no Projeto Rondon, uma das maiores iniciativas de extensão universitária do país. A participação do instituto é coordenada pelos professores Michel Mendes e Raphaela Georg, que conduzem estudantes em operações realizadas em diferentes municípios brasileiros.
Criado no final da década de 1960 e retomado nos anos 2000 com uma nova proposta, o Projeto Rondon busca aproximar universidade e sociedade por meio de ações que contribuem para o desenvolvimento local e para a formação cidadã dos estudantes.
De acordo com o professor Michel Mendes, a experiência permite que os universitários conheçam realidades sociais distintas e compreendam como o conhecimento acadêmico pode dialogar com as demandas das comunidades.
“O Rondon é o maior projeto de extensão do país. Ele permite que estudantes mergulhem em realidades completamente diferentes daquelas que conhecem e conectem o que aprendem na universidade com necessidades reais da população”, explica.
Extensão que transforma
Durante cerca de três semanas, estudantes e professores permanecem nos municípios participantes desenvolvendo oficinas, atividades educativas e ações comunitárias.
Para Michel Mendes, a experiência vai além da prática acadêmica.
“O Rondon é de gente para gente. É feito por pessoas para trabalhar com pessoas e viver com elas”, destaca o professor.
Ao longo das operações, os estudantes também enfrentam desafios que exigem adaptação e trabalho coletivo, já que muitas atividades precisam ser reorganizadas conforme as condições locais.

Equipe da UFG participante do Projeto Rondon durante atividades em comunidade local. A iniciativa promove integração entre universidade e sociedade, levando estudantes a diferentes regiões do país para desenvolver ações de extensão e troca de conhecimentos.
Formação humana e acadêmica
A professora Raphaela Georg ressalta que o projeto tem impacto direto na formação dos estudantes.
“Uma das coisas que mais me motiva é saber que, se os professores não fizerem a proposta, os alunos não terão essa oportunidade. É uma experiência muito transformadora para a formação deles”, afirma.
Antes de participar das operações, os estudantes passam por um processo seletivo e por encontros de preparação. Nessas etapas, são discutidos aspectos técnicos, sociais e culturais das regiões onde as atividades serão realizadas.
Segundo os coordenadores, mais importante que o desempenho acadêmico é a capacidade de trabalhar em equipe e lidar com desafios.

Estudantes da UFG participantes do Projeto Rondon durante atividades em comunidade. A iniciativa promove ações de extensão universitária e possibilita o intercâmbio de conhecimentos entre universidade e sociedade.
Fortalecimento da extensão na UFG
Para os próximos anos, os docentes defendem a criação de um Núcleo Rondon na UFG, iniciativa que permitiria ampliar a participação da universidade nas operações e garantir continuidade às ações.
A proposta é reunir professores e estudantes interessados no projeto, fortalecendo a extensão universitária e ampliando as oportunidades de participação.
Com iniciativas como essa, o ICB reforça seu compromisso com a formação acadêmica integrada à realidade social brasileira, promovendo experiências que ampliam o olhar dos estudantes sobre o país e sobre o papel da universidade pública.
